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A Bicicletas de Atalaia surgiu no segundo semestre de 2009 liderada pelos irmãos sergipanos Bruno Mattos e Leo Mattos. Sofisticadas harmonias, melodias pop e referências de gêneros como a bossa nova, o samba, o jazz e o rock dão a Bicicletas uma sonoridade singular e cativante. Em 2010 tiveram a música “Diga-lhe que mando a meia” classificada no conceituado festival de MPB Certame da Canção de Tatuí-SP e receberam elogiosas críticas na coluna “Destaques do MySpace” da revista Guitar Player pela música “Insomnia”. Em Julho, lançaram seu primeiro EP (homônimo), trabalho independente que vem atraindo ouvidos aguçados e curiosos da mídia especializada. Ainda em 2010 a banda participou da coletânea SERGIPE´S FINEST que reuniu artistas de destaque do cenário sergipano. No final de Março de 2011 lançaram o clipe "Diga-lhe que Mando a Meia" produzido pela banda em parceria com um grupo de estudantes de cinema em São Paulo. O clipe vem chamando a atenção de público e mídia especializada e recebeu uma matéria destaque no Portal da MTV pelo seu show de lançamento. A estréia do vídeo aconteceu dia 31 de Maio no programa Na Brasa e desde então, vem sendo exibido na programação da emissora. Ainda colhendo frutos com “Diga-lhe...”, a faixa foi selecionada para participar da coletânea do Compacto Rec (selo virtual do coletivo Fora do Eixo) em parceria com a FUNARTE. A coletânea conta com 15 artistas de todo o Brasil selecionados dentre mais de 600 inscritos e tem previsão de lançamento para Junho de 2011. No mês de Julho a banda lançou seu mais novo single virtual “O verão e o absurdo” produzido por alunos do curso de Produção Musical da Universidade Anhembi Morumbi. A banda foi convidada pelo grupo a participar do casting de produções musicais realizadas pela universidade este ano. Integrantes: Bruno Mattos : Voz & Violão Leo Mattos: Bateria & Vocais Com (formação show); Augusto Passos: Contrabaixo Kaneo Ramos: Guitarra O que dizem por aí: “O trajeto entre a bossa nova e o rock não é uma trilha em mata fechada. Os uruguaios Los Shakers o percorreram em 1969, quando os lendários irmãos Hugo e Osvaldo Fattoruso gravaram um disco inspirados pela jovem bossa. Lembrei desse disco ao ouvir o Bicicletas de Atalaia, e descobri ainda mais coincidências: ambos são duos formado por irmãos. Em Aracaju, no Sergipe, Leo e Bruno Mattos tinham o Rockassetes. Em São Paulo, deram início a este projeto, em que Leo toca bateria, percussão e faz segunda voz; e Bruno é responsável pela voz principal, pelo violão e pelas composições. Seu primeiro EP, que chamou minha atenção, é quase todo em português. Da elaboração dos ótimos arranjos, participaram, além deles, Kaneo Ramos (guitarra), Ilya Amarante (baixo) e Renan Cacossi (flauta transversal e sax tenor), que gravaram o EP e tocam ao vivo com os irmãos Mattos. A balada “Diga-lhe que mando a meia” abre o disco conduzida pelo violão, mesmo quando somam-se a ele guitarras. Bruno arrisca floreios de violão clássico – uma síntese do que é a música brasileira, que desde a origem é tão popular quando erudita. A bossa roqueira de “Alcoholic Dreams” revela que se, como eles dizem, as influências da MPB viriam à tona mais cedo ou mais tarde, a força de sua música hoje é como uma segunda adolescência em que Brasil soma-se ao rock contemporâneo em uma bem-vinda e genuína mistura.” (por Fernando Corrêa – Revista NOIZE #38, outubro de 2010) “A banda Bicicletas de Atalaia é formada por Kaneo Ramos (Guitarra), Bruno Mattos (vocal e violão), Leo Mattos (bateria,vocais e percussão), Renan Cacossi (flautas e sax tenor) e Ilya Amarante (contrabaixo). Com letra em Inglês, Insomnia tem levada bem brasileira, principalmente por conta da batida do violão e da harmonia sofisticada. As canções da banda são muito originais e agradarão aos ouvintes que procuram novidades.” “Continuando a saga dos EPs, esse domingo é dia de irmos até Sergipe e descobrirmos a Bicicletas de Atalaia. Poucas vezes ouvi algo tão sincero como as canções do grupo liderado pelos irmãos Bruno e Leo Mattos, Diga-lhe Que Mando a Meia é algo tão sensível que quase parece saltar dos fones e te fazer chorar logo nas primeiras estrofes; mas não é triste, é delicado, é bem feito e de uma composição incrível. Confesso que fiquei no modo repeat por umas quatro vezes antes de passar para Alcoholic Dreams, música que não tem um padrão de semelhança com qualquer outra coisa já feita; e isso que é interessante na Bicicletas de Atalaia, durante todo o EP a banda procura passar uma identidade própria sem buscar um rótulo. Prédio Alto é a transição no disco, é também a canção com a letra mais elaborada e despretensiosa ao mesmo tempo “Tô tentando entender quando a gente se sente assim, assim sem mais nem porque, assim sem razão de viver. Quando a gente viu que subiu do alto de um prédio muito alto mas não entrou em nenhum apartamento, e como não pensar que cada degrau fora um desperdício de tempo?” Penúltima música, Ela Traz é bonita e consegue talvez unir todos os outros ritmos do disco como se fosse uma tentativa de despedida, aquela hora em que a bicicleta pega o embalo da decida e você se prepara para pedalar na subida, essa subida vem com Probabilidade, a mais “animada” do EP e com certeza contém uma letra que resume bem o que sinto hoje pela Bicicletas de Atalaia “Mais fácil me livrar do meu vício com tabaco, que me livrar do meu vício por você”. Coloquem os fones, e aproveitem as pedaladas nesse domingo.” ( por Raul Ramos – Blog Escuto no Metrô) “A inspiração para o nome da banda veio do filme Bicicletas de Belleville e de uma das mais famosas praias de Aracaju: Atalaia. O som é uma mescla de bossa-nova, rock, samba e pop dos anos 60, que remete a uma nostalgia harmônica. (...)As referências vão desde Belle & Sebastian até clássicos da música brasileira como Tom Jobim e Jorge Ben. No show tocaram as cinco músicas do primeiro EP lançado em 2010 e outros singles da banda, além de cover dos Beatles e Caetano Veloso. (...)Após o show, o público ficou curioso para ver o clipe “Diga-lhe que mando a meia”, (...) a atmosfera e o ritmo do clipe remetem a linguagem de curta-metragem.” (por Jackeline Salomão – Portal MTV) “Uma grata descoberta que me foi apresentada no último sábado corresponde à banda paulistana – ou seja lá de onde realmente ela for – Bicicletas de Atalaia. A cada instante que eu vasculho o universo das bandas independentes do meu querido Brasil, eu percebo que a criatividade – capaz de fundir simplicidade e algo mais – se manifesta em sua magnitude pelos cantos, pelas vielas, nos detalhes, nas vírgulas, nos acentos e menos nas orações complexas e rebuscadas da gramática tradicional. Com o perdão da ousadia de tentar decifrar o som da banda, os/as Bicicletas de Atalaia se apóiam em traços clássicos da mpb brasileira mesclados a elementos da música pop. A pegada acústica do samba e da bossa nova, aliada a sutis e determinantes viagens experimentais estabelecem uma sonoridade que por ser difícil de classificar a torna tão promissora – mas todas essas minhas palavras no fundo no fundo não valem de nada. Os parágrafos anteriores serviram primordialmente para quem gosta de classificações e para alegrar aqueles que gostam das discriminações e nomenclaturas que cercam a nossa música. Também não vou compará-los a nenhuma outra banda, mas no myspace dos caras é possível sacar quais são as influências dos integrantes do grupo, além de – ao ouvir as músicas – estabelecer aquelas que estão mais embutidas na sonoridade “bibicletana”. (...). Bons músicos, é possível manjar que eles são, mas será que todos sabem andar de bicicleta? Sei lá viu, mas pouco importa! (...) Para “tira gosto” e “aperitivo” eu deixo o belo clipe da canção “Alcoholic Dreams”. Agora tirem as suas conclusões e bons sonhos.” (por Marcos Oliveira – Blog Sandália e Meia)
(por Ciro Visconti – Revista Guitar Player, março 2010)
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